quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Para descontrair!

Cem gramas, a missão

Texto extraído da internet e adaptado.

exercicioContinuo a divagar sobre o post Cem gramas (ou a Dança da Balança):

Quando engravidei pesava 46,5 kg. Tinha barriga tanquinho, coxas torneadas, bumbum sarado. Treze quilos a mais (e cem gramas…não vamos esquecer dos cem gramas!) em sete meses e meio têm uma consequência direta e dolorida nas pernas, na circulação e nos ossinhos de uma vertebrada acostumada a carregar bem menos peso. Sem falar na falta de equilíbrio (emocional e físico).

Para me defender das broncas do médico (que esperava que eu engordasse 12 kg em 9 meses), desenvolvi muitas teorias e apresentei algumas para o meu obstetra-puxador-de-orelha-de-grávidas-gordinhas.

Pessoa vingativa que é, ele dá bronca, critica a alimentação desta grávida esfomeada e ainda levanta suspeitas de doenças graves como diabetes gestacional e falta de vergonha na cara.

A boa notícia é que a primeira foi descartada após a realização de um sádico exame durante o qual a vítima grávida submete-se a duas furadas daquelas sangue-sugas em menos de 3 horas. A má notícia é que a segunda doença (falta de vergonha) não tem cura. Então meu acesso à sorveteria continua liberado. Já estou estudando com meus advogados um processo por danos morais e alimentícios contra o dono da sorveteria, um dos culpados pelos meus três quilos a mais no sexto mês de gestação e pelos quatro quilos (e cem gramas) a mais no sétimo mês. Se ganharmos a causa, vamos receber o pagamento todo em banana split.

Enfim, desenvolvi algumas teorias para justificar as mudanças estruturais (também conhecidas como “aumento rápido da gordura localizada” ou “como me tornei uma rolha de poço”) durante a gravidez:

1) Projeto Arquitetônico

Sou muito “miudinha”. Ombros pequenos, cintura fina (acho que deveria ter escrito que eu era muito miudinha), pouco bumbum. De repente, este corpo miúdo deu de cara com a grata missão de gerar, alimentar e carregar um menino que, segundo os exames já mostraram, deve nascer com pelo menos uma altura acima da “média”. Como esse trabalho está sendo realizado na região do abdômen, é natural que o corpo providencie um alargamento das bases (coxas, bundas, pernas e pés) da estrutura. Afinal, não é preciso ser um Niemeyer para entender que a base precisa ser proporcionalmente forte para suportar o peso que é colocado sobre ela. Então o que alguns chamam de gordura excessiva, eu prefiro(arquitetônicamente falando) chamar de Processo de Ampliação da Base do Sistema Gestacional.


MulherPolvo

-2) Ritmo lento

Sempre fui muito dinâmica. Pessoa-polvo mesmo. Fazia mil coisas ao mesmo tempo. Trabalhava em varios lugares todo dia, estudava, cuidava do marido, da cachorrinha e da casa. Conseguia, simultaneamente, falar ao telefone, estruturar um novo projeto no computador, cozinhar, matar um pernilongo, depilar as pernas, reclamar do calor, assistir à televisão e monitorar a máquina de lavar roupa.

Quando engravidei, o médico profetizou: deitarás e gerarás. Viu? Tudo culpa dele de novo! Após os quatro primeiros meses de gravidez, por sugestão dele, reduzi o ritmo. Parei de trabalhar, não corri, não pulei, não passei rodo no chão da casa. Comecei a ingeri vitaminas e ácido fólico. Como tive uns probleminhas de contração aos 5 meses, além de começar a sair leite desde aquela época, o médico disse: descanse e observe sua barriga crescer. Foi o que eu fiz. Deitei no sofá com alguns excelentes dvds e curti. Não! Ele não tinha orientado algo do tipo “aproveite que está em casa e abra a geladeira de meia em meia hora para atacar o bolo de chocolate, musse , o sorvete de manga e o leite gelado com cereal de chocolate”. Isso foi ideia minha! Mas é preciso frisar que em nenhum momento ele deixou claro que isso poderia ser prejudicial, ele nunca disse algo do tipo: “fique longe do sorvete de manga!”

Então eu pergunto: na minha inocência de grávida de primeira viagem, como eu poderia saber que aquelas doces criaturas que moravam na geladeira eram na verdade seres malignos dotados do poder de inchar coxas e bundas?


3) Fui vítima de um complô!

Disfarçadas de amigas, mãe, cunhadas e sogra, as cúmplices do meu médico ficavam (e ainda estão aqui) à minha volta repetindo mantras gestacionais:

- você não está gorda, está grávida!

- você precisa comer por dois!

- depois que o bebê nascer você “perde” tudo rapidinho!

Conclusões do caso:

1)Fora de cogitação fazer dieta durante a gravidez, né? Meu bebê está forte e saudável graças à minha dedicação em nutri-lo diariamente com frutas, legumes, arroz integral, cereais, leite, sorvete, pudins, pães, empadinhas, esfirras e outros suprimentos calóricos. O jeito é seguir com a dieta, pois não posso modificá-la agora. Isso poderia causar um trauma grave no bebê. Ele pode decidir chutar meu estômago com muita força cada vez que eu me recusar a comer um danoninho ou um flan de chocolate.

2) Lá no início da gravidez, quando o médico disse que eu poderia/deveria engordar uns 12 kg no total durante toda a gestação, eu pensei:

- Gente, essa homem é demais! Cheio de diplomas, super ocupado, profissional dedicado, e ainda encontrou tempo para desenvolver seu talento como comediante.

agora descobri que ele não estava contando piada.

bebefortesaudavel


Um comentário:

  1. mMuito legal esse post...ri bastante...o Senhor continue te abençoando...bjos

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